A falta que faz um pai
Esse fim de semana foi muito bom, mas de tudo que vivi algo me marcou. Como de costume foi algo bem simples.
Conheci uma criança que perdeu o pai e morava com sua irmã mais velha e mãe. Dormi na casa deles com um grupo de amigos. Ficamos na sala e ele deveria dormir com sua mãe em outro quarto, mas insisitia em nos provocar. Apesar do cansaço do dia resolvemos brincar com ele. Cócegas, touro, pescaria com o cobertor, travesseiradas e outros. Ele saia como se estivesse chateado, mas voltava e continuava a brincar. No dia seguinte ele parecia estar bem chateado, não sei se por ter tido que acordar cedo ou por saber que iríamos embora, mas para mim ficou claro o que aquele menino tinha: falta de pai aguda.
Aquilo não me saiu da cabeça e, chegando em casa, me senti só e me lembrei do menino. De repente percebi que eu tinha um tanto dele: me vi como um menino que as vezes sente a falta de um pai para brincar, abraçar e validar. Começo a chorar sozinho, enquanto oro: "Deus, o Senhor é tudo o que tenho. Promete que não vai me deixar, que sempre vou poder falar com você, ouvir sua voz e receber seu abraço. Eu não tenho pra onde correr, só tenho o Senhor." Depois de muitas lágrimas vem aquela sensação de paz novamente. Eu tenho um pai e Ele nunca vai me deixar! Ou ainda: eu nunca vou deixar Ele!
Nunca vou poder agradecer o suficiente pelo maior privilégio que já me foi concedido: um Pai que ama, que cuida de cada detalhe da minha vida e que nunca me abandona. O que seria de mim sem você? Eu já tive uma noção, por isso nunca mais quero lhe deixar. Te amo, Jesus!